JUSTIN BIEBER. Sabrina Sato e a Síndrome PÂNICO.

Imagem: wp

Saída de um reality show, a moça não se intimidou com o bbpremio que não levou, com o chove não molha da emissora, nem mesmo com fim do namoro com o milionário-relâmpago-famoso-quem-ex-milionário Domini.

Dona de um corpo irretocável (à prova de photoshop como poucos), a aparência saudável de Sabrina e seu jeito de falar “roça-chique” deram a ela o mérito de conquistar e personalizar um espaço ímpar no entretenimento brasileiro.

Entre várias belas, Sabrina é a única mulher de real destaque no programa Pânico. O restante é só (SÓ???) corpinho bonito…

Podemos “acreditar”  e fazemos isso por Sabrina que É uma graça: a moça mergulhou com tubarões pensando que eram golfinhos, levou mordida de escorpiões e viajou para entrevistar (?!) Justin Bieber, tá… Sem saber

Enfim, vamos acreditar também que a moça “intérprete” que viajou com Sabrina foi heroicamente escalada do meio da rua rumo a Hollywood. E paga para rir, pois seu inglês foi como voltou – impecável!

Mesmo imaginando que em no mínimo 10 horas de vôo alguma pauta deveria ter sido pensada, lá estava Sabrina, aguardando Justin Bieber. Sabrina sem saber de nada. (Acredite, vai… pelo carisma da menina).

E Justin veio. Óbvio como quem chega para uma entrevista. Ao seu lado Jaden Smith (sim, sim, o de Karate Kid) que infelizmente passou invisível para Sabrina – não fosse isso, ela teria um material que renderia muita história durante tempo suficiente para tirar o sono do “jornalismo” glitter brasileiro.

Justin chegou. O ar “surprise” de Sabrina e da intérprete (que segue sem nome) não convenceu.

JB se apresentou sem afetação, sem estrelismo e conforme combinado previamente – para conceder uma entrevista. Cumprimentou com uma simpatia, no limite da educação.

Até aí, qualquer repórter entende o gelo que precisa quebrar. E quebra. Mas não arrebenta…

Só que a sapucaia espatifou. Diferente de Tom Cruise, Hugh Jackman, Kevin McHale do Glee ou mesmo Cameron Diaz, não havia a predisposição espontânea que existe quando o artista divulga o seu trabalho.

Afinal a proposta não era uma entrevista?

E sem esta troca de “se eu for tosca você ri… Vice-versa…”, tem jeito não!

Cai em 50% a graça de Sabrina.

Sem esse “humor” o carisma de Sabrina não consegue lastro, a nau fica à deriva podendo chacoalhar, mas também afundar.

E foi o que aconteceu.

Para Sabrina, resta se consolar no mérito das impagáveis vezes em que seu “tipo” funcionou. Mais gente em volta, um ambiente menos enquadrado poderia ter ajudado. Falta o público aceitar que zoação nem sempre funciona, ou combina como entrevista.

Isso lembra as histórias que a gente escuta de Garrincha.

Dizem que ele ouvia atentamente o esquema tático que determinava as jogadas “vocês vem deste lado, eles vão para cá e vcs para lá”… E a explicação do técnico sempre terminava com a questão do craque: “… Mas e o pessoal de lá? Combinou com eles também?”

Faltou um acordo entre as partes. A produção de Justin descuidou e a do Pânico relaxou demais.

Dizer que o americano não escracha é desconhecer o Saturday Night Life, Jackass e as mais escrotas (na minha opinião) pegadinhas do mundo.

Seguindo o similar conceito de humor do Pânico – mas que ri do outro e só do outro, acredito que Justin não estava disponível, ou simplesmente não sabia…

No auge do desconforto, perguntar sobre as “Oh, Beautiful Brazilian girls” só retoma a cansada visão mercadoria da mulher brasileira.

Clichê demais prá rir. Eu pelo menos, não consigo.

O berimbau em meio a entrevista sur-pre-sa wow! quebrou o climão. Mas mesmo assim, percalços depois, a brincadeira amornou, desandou e apagou de vez.

Considerar Justin Bieber arrogante, mimado, convencido, viadinho, “Cala a boca Justem” (mesmo sabendo que o pedido para ela repetir corretamente Justin é tão editado quanto os milhões de beijinhos que Sabrina trocou com Hugh Jackman) é o caminho mais fácil.

Mas, precisamos realmente passar uma imagem nossa para o mundo de que não sabemos perder?

Será que ficamos carentes de saber brincar no verdadeiro humor – o que ri de si mesmo?

Sabrina atravessou a América para encontrar o mais novo fenômeno da música mundial. Goste ou não so seu estilo, não há forma de negar seu talento.

Reconhecido por Usher, Justin Timberlake, Lionel Ritchie, certamente teria respeito de Michael Jackson ou brasileiros que saibam valorizar um multi instrumentista (do jeito que é, até berimbau ele aprende rápido) – além de dono de uma afinadíssima voz.

Dói, mas precisamos admitir que ele não conseguiu achar graça. Ponto.

Que num timing mais rápido que o comum, ou o que seja, Justin ficou impaciente com a pseudo-entrevista, com o não-humor… E pronto.

Transformar este tiro pela culatra em “mais um incidente em que estamos envolvidos com um astro internacional”, xingar o rapaz em todas as redes sociais, etc., é não admitir que desta vez, ou mesmo pela primeira vez, deu erro.

Só isso.

O próprio Emilio Surita disse “não foi muito bem isso que a gente imaginou” – a frase está no início do vídeo que apresenta a entrevista.

Na próxima, com certeza, Sabrina acerta. Com o que recebe para isso, vale a pena ser menos previsível e mais personagem, exercitar mais o bom senso e alguma preocupação com a visão do outro.

Rapidinho voltam os momentos maravilhosos de riso fácil que só ela conquista – além do coração de todos!

Sabrina merece.

E como ela mesma diz e só como ela em seu sotaque péirna-póirta: É verdade!

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