MÃE. MÃAEE… MÃAEEE!!

Imagem: ana rego

Voz de mãe tem eco de cordilheira.

Parece um absurdo o que mãe diz e pede e fala e repete e repete e se perde no espaço…

Mãe-dona-de-casa então ecoa na blogosfera.

Exemplo um: Pai, mãe, três filhos e um saquinho com lixo.

Por favor, coloque o lixo lá fora… a mãe pede ao pai e-ou marido exemplar…

Coloque o lixo lá fora… ele repete, para filho mais velho já que ele pouco ajuda…

O lixo! Lá fora, ajudaaeeeeeeee… ele diz, afinal irmã não é só prá pegar carona…

Vaamoooo, lá fora com o lixooo… ela diz pro irmãozinho, esse pirralho tem que ajudar também.

Tudo euuuuuuuu! É o caçula revoltado com a injustiça que A MÃE cometeu, afinal, ele é só uma criança para ser explorado.

Assim, lembrando da singeleza do pedido, da mobilização familiar, da reação em cadeia com um despachando pro outro, a mãe que acredita na lei do retorno, sucumbe ao efeito dominó e cantarola The Circle of Life.

Enquanto leva o lixo, claro.

O que é preciso para aquela mala se desfazer quando chega da viagem que na maioria das vezes foi você quem patrocinou?

Como é possível não ter roupa prá vestir com o armário cheio?

Porque o pequeno discorda que tem que ligar para dizer que chegou bem se a mãe mesmo deixou ele na casa do amigo?

Interessante é observar e calar… Incrédula.

Mas, exercitando:

Porque o lugar daquele tênis 45, suado, não pode ser sobre o tapete da sala se para ele (o filho e dono do artefato) não tem nada demais?

Como aquela lancha sobre sola vai para o lugar de origem sem a interferência materna?

O que é preciso acontecer?

O tênis, criatura adormecida, ganhar vida durante a noite e devorar toda a família do dono antes de caminhar lentamente, saciado, até o armário?

Ao que parece – sem protestos, só assim.

Num tempo, a casa tinha tomadas bicolores.

Onde fosse possível e interessante ligar um secador, ou a chapinha, não importa o equipamento de beleza, era assim. Sempre que desligado, aquela capinha que fica sobre o local onde os pinos eram encaixados, ia junto prá nunca mais. Pensando bem capinha, chapinha… Será que agora tudo se encaixa? Literalmente.

Então mães, melhor relevar mesmo, nem ver muita coisa.

Afinal se mãe é amor e o amor é cego, então… Toda mãe é cega!!

Mas é assim. Mãe é assim.

E enquanto o resultado for “peculiar” e na maioria das vezes bem humorado, tá valendo. E muito.

O Senhor Incrível é o retrato do pai normal de família normal.

Quem viu o filme, sabe da cena em que a Mulher Elástico enlouquece tentando parar uma confusão à mesa entre os filhos.

O pai, atendendo ao pedido de socorro da mulher diz um nada convincente “Criaaaaanças obedeçam a mamãe”.

Sem um temperinho de convicção na voz, o efeito sobre as crianças é sabor chuchu. Nenhum.

Quem não viu o filme vale a diversão e a constatação de porque a mulher do Homem Incrível  NÃO se chama “Mulher Incrível”.

No fundo toda mãe gostaria de ser sempre a boazinha. Mas se também for, dois bonzinhos juntos não agem.

E experiência comprovada: Também não fazem uma família incrível!🙂

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