BENTO XVI.


PAPA BENTO XVI

A minha total superficialidade de conhecimento – tipo quase ignorância, sobre a história do catolicismo, deixa claro que estou longe de pretender uma análise profunda ou afirmar os porques e motivos de Bento XVI pedir para sair.

Assim, aos fatos:

Acordei ontem 11 de fevereiro 013, com a noticia da renúncia do Papa Bento XVI.

Como assim?

Surpresa maior ainda quando soube que a própria Igreja Católica e seus fiéis no mundo inteiro estavam perplexos do mesmo jeito.

As primeiras informações davam conta de que Bento XVI renunciava por sua idade avançada, fragilidade física, psíquica e espiritual.

O papado é uma das instituições mais duradouras do mundo e tem relevância ímpar na história da humanidade – e apesar de suas leis permitirem a renúncia, a Igreja Católica descreve a representatividade do seu principal líder – o Papa, como um cargo vitalício.

Entre os indicados por um colegiado, entende-se que  o candidato escolhido esteja preparado por inteiro e em todos os níveis pessoais na proposta de levar adiante ao infinito e além a missão designada pela Igreja Católica.

Do exemplo de João Paulo II que foi aos limites da exaustão de sua saúde, entre tantos que só largaram o cargo quando da troca do térreo pelo andar de cima, até hoje somente duas renúncias de Papa marcaram a história:

Celestino V (1294) e Gregório XII (1406 – 1415).

Celestino V o primeiro Papa a renunciar, ficou básicos seis meses no cargo. Alguns estudos indicam que já havia uma pressão e um sucessor – Bonifácio VIII.

De concreto sobre a interferência de Bonifácio, somente o fato de ser especialista na lei da Igreja. Assim teria até dado uma forcinha singela para a decisão de Celestino V, garantindo que renunciar era permitido… Mas a linha principal defende que farto de pompa e intrigas, Celestino V quis renunciar para manter seu espírito intocável e renunciou sim.

O outro histórico desistente Gregório XII – que assumiu com mais de 80 anos (mais velho três anos que Bento XVI), não pensava realmente em renunciar. Entendia solucionar o problema do cisma como uma missão obsessiva e resistiu bravamente enfrentando até um “Antipapa”.

Antipapa? Papa…Gaios!!! @_@

Sim! Essa situação bizarra durante o mandato de Gregório XII não partiu dele, mas foi uma das soluções apresentadas pela própria Igreja Católica para resolver o cisma (o processo que culminou na divisão entre as igrejas Oriental e Ocidental).

A ideia levada para a prática resultou na eleição de mais um Papa e bem de fachada porque abdicaria do pontificado no ”momento indicado para resolver” o cisma.

Esse Papa Fake foi Bento XIII que deu sua palavra que pediria para sair na hora agá. Só que iniciadas as negociações de mentirinha,  geral não acreditou no desfecho: Bento XIII gostou tanto da brincadeira que surtou num “Daqui não saio, Daqui ninguém me tira”.

Paparazzi!!! Que babado.. \o/

Com a quebra da promessa mas ao mesmo tempo uma história que não podia ser ventilada pois comprometia a credibilidade de reinos e da Igreja Católica, Bento XIII deu trabalho mas saiu, à medida em que surgiram outros sucessores dispostos ao teatrinho.

Tentativas foram feitas com Alexandre V, João XXIII…

Como nada virou, os relatos apontam uma crise de consciência gigante em  Gregório XII. Já que no fundo não queria nada disso mas se deixou envolver, Gregório não aguentou mais e mandou um: “Saio eu”. E largou o cetro celestial.

Voltando ao nosso Papa.

Estávamos tão acostumados com o carisma de João Paulo II que (pelo menos para mim), Bento XVI em seus oito anos de mandato não chegou a ser uma figura popular.

Aparentemente distante para alguns, sombrio, meio esquisito, ou até reservado, mas parecia (eu achei) um cara hermético porém (poderia ser) legal.

Talvez esse seu estilo mais encastelado pode ser o motivo de tantos não sinais para sua atuação, seus mandos, seu descontentamento, sua renúncia até.

Uma curiosidade é que em julho de 2010, o Papa Bento XVI homenageou Celestino V, depositando o PÁLIO (uma  insígnia pessoal e de autoridade que Bento XVI recebeu no início de pontificado), sobre o relicário com os restos mortais do Papa renunciante de  oito séculos atrás.

No túmulo de Celestino V, Bento XVI dedicou um tempo considerável de orações solitárias e profundas reverências ao homem que ganhou história por deixar voluntariamente o ministério após meio ano de pontificado a fim de voltar à vida de forma totalmente eremítica.

Analisando superficialmente, concluímos que as duas históricas renúncias dão conta de decepções e levando ainda em conta o cargo vitalício e a séria preparação que envolve os “indicados” a Papa, a frustração não pode ser pouca.

Sobre a renúncia de Bento XVI, tudo leva a crer que apesar da (sabida) idade avançada e saúde frágil (monitorada de perto por médicos que não preveram ou endossam essa renúncia), Bento XVI se recolhe sim, cansado excedido e decidido a retomar sua vida comum de oração na solidão de um mosteiro.

E… Porque?

Porque anunciar desse jeito?

Porque num momento tão rotineiro?

Porque se aposentar?

Partindo de mera especulação de quem escreve, retomo meu perfil batizado pela vontade alheia que norteia o desejo de indicar uma religião para a vida, mas por opção espiritualizado pela energia astral e deixo aos mandos e desmandos do tempo – tão bem descrito pela Era de Saturno que iniciamos em 2013, a capacidade de mostrar a verdade.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s